'Nova Aldeota' e prática de esportes ditam ritmo de regional em Fortaleza

  • 10/04/2026
(Foto: Reprodução)
Contramestre de capoeira Paulinha comenta sobre importância de projeto em Fortaleza. A economia pulsante da regional 10, em Fortaleza, encontra outro segmento a pleno vapor: a prática de esportes. A região que abriga a “nova Aldeota” também enxerga a ampliação na quantidade de espaços para a prática de esportes, que atendem desde crianças até os mais velhos. 📍 A regional 10 é composta por 11 bairros: Aracapé, Canindezinho, Conjunto Esperança, Jardim Cearense, Maraponga, Mondubim, Novo Mondubim, Parque Presidente Vargas, Parque Santa Rosa, Parque São José e Vila Manoel Sátiro. Com cerca de 62 mil habitantes, conforme dados do Censo 2022 do IBGE, o Mondubim tem a maior população da regional. O bairro Maraponga tem o maior Índice de Desenvolvimento Humando (IDH) da área, de 0,390, que já é considerado baixo. 🎉 A cidade de Fortaleza completa 300 anos no dia 13 de abril de 2026. O g1 Ceará publica uma série de reportagens contemplando histórias e curiosidades de todas as regionais até a data do aniversário da capital cearense. LEIA TAMBÉM: ‘Bairro dos cornos’: como surgiu a piada sobre o bairro José Walter Pratinho da Cidade 2000 é opção para comemorar o aniversário de 300 anos de Fortaleza Banco Palmas: Bairro de Fortaleza tem 1° banco comunitário do Brasil com moeda social própria e ‘Pix interno’ De um lado da Regional 10, bairros como Mondubim e Maraponga estão consolidados como importantes polos de desenvolvimento da nossa capital. Os dois bairros demonstram, na prática, como o empreendedorismo e a força do comércio ajudam a transformar territórios e a movimentar a economia local. Do outro lado, em bairros como Parque Santa Rosa e Parque Presidente Vargas, a população se desfaz do estigma da violência e encontra na prática de esportes uma nova roupagem e um novo marcador para a melhora na qualidade de vida, e também para a evolução de carreira dos profissionais da própria região. Godofredo Maciel cresce com equipamentos que contam com pátios comerciais atrelados a supermercados Davi Rocha/SVM Qualidade de vida A aposentada Maria Luzia, de 71 anos, viu o Parque Santa Rosa evoluir de muitas formas. Ela lembra com muita tristeza quando a região não tinha opção para os mais velhos se exercitarem. Mas comemora que a realidade agora é outra. A regional 10 conta com o Cuca Mondubim e também com diversas areninhas - e é justamente no Mondubim que estão a maior quantidade delas. Os equipamentos auxiliam na quebra de preconceitos e a democratizar o acesso aos esportes. Há cinco anos, a aposentada frequenta projetos voltados à terceira idade no bairro. Há poucos meses, ela também começou a levar a irmã, Maria Elisabeth, de 53 anos, pessoa com deficiência. Segundo relato de Luzia, a evolução da Elisabeth foi visível. "Ela ficava em casa parada, sem fazer nada. Hoje é uma pessoa mais ativa, consegue realizar atividades básicas do dia a dia", comemora Luzia. Luzia se exercita de segunda a sábado. Mesmo quando não há prática coletiva na areninha do bairro, ela faz caminhada com alguma parceira de treino. "Eu aconselho a não ter vergonha. É preciso conviver em sociedade. A gente precisa superar os preconceitos, seja com idade ou por alguma limitação", aconselha. Contramestre Paula Carina e turma de alunos da capoeira Arquivo/Reprodução Já a história de Paula Carina, 39, com a prática de exercícios no Santa Rosa começa quando ela tinha 13 anos. Na época, ela já treinava capoeira. O “batizado” dela no esporte ia ser em um domingo. Mas, no sábado anterior, a adolescente fraturou a perna, que a afastou por quase duas décadas da prática da capoeira. No entanto, o sonho de Paula não morreu ali. A atleta decidiu cursar educação física na juventude. E, depois da faculdade, encontrou na capoeira uma forma de se reerguer. Ela passou por um processo seletivo e é contramestre de capoeira no programa Atleta Cidadão - Lutas. Paulinha, como também é conhecida, começou atendendo seis crianças. Hoje, cerca de 80 alunos participam das aulas de capoeira em duas quadras de esportes na região. As aulas acontecem na Escola José Maria Moreira Campos, no Parque Santa Rosa, e na CEI Henrique Venâncio, no bairro Presidente Vargas, também na Regional 10. A contramestre chama atenção para a quantidade de alunos deficientes que têm chegado, e para a evolução que muitos apresentam. “A gente recebe muitos neurodivergentes e estudantes vítimas de bullying. Muitos deles querem aprender a lutar para se vingar ou brigar na escola. O nosso maior legado é mudar os valores. Eles aprendem desde a pedir para ir ao banheiro até o obrigado.” Maria da Conceição é mãe de Illana, 14 anos, e Iago, 18, ambos alunos de Paulinha. A matriarca decidiu levar os filhos às aulas de capoeira. E, segundo o relato dela, os dois adolescentes, que antes tinham dificuldade de se expressar, apresentaram melhora significativa dentro de casa e no convívio com outros indivíduos da mesma idade. “A Ilana, quando chegou na capoeira, era uma menina muito fechada. Ela foi porque eu quis. Não por vontade própria. Ela foi indo, foi fazendo amizade. Hoje ela é outra pessoa. O Iago também, da mesma forma. Meus filhos eram muito fechados. Eles não sorriam. Hoje eles se comunicam, conseguem se posicionar”, diz emocionada sobre como o projeto da capoeira mudou a vida dos filhos. Turma de alunos da capoeira com a contramestre Paula Carina Arquivo/Reprodução Em toda a regional 10, são quase 400 idosos atendidos pelo projeto Viver+. Coordenador geral do projeto, Flávio Forma diz que há esforços de diferentes frentes para atender a população mais velha de Fortaleza, principalmente se tratando de idosos com deficiência. Forma elenca desafios ainda por conta da redução da mobilidade dessa população e diante da necessidade de tornar os espaços mais acessíveis. “A gente precisa superar também o preconceito. As pessoas precisam entender que os espaços são de acolhimento”, diz Flávio Forma, ao convidar a população para a prática de exercícios. O coordenador do projeto diz que a perspectiva é ampliar o programa Viver+. A partir do segundo semestre, serão 50 profissionais atendendo cerca de 3.000 alunos nas 12 regionais. Todos os profissionais, segundo ele, são formados em educação física e têm no currículo especialização que respalda o atendimento a pessoas idosas e com vulnerabilidades. Corredores comerciais Placa da Godofredo Maciel, polo economico da regional 10 Davi Rocha/SVM Com a alcunha de "Nova Aldeota" da região sul de Fortaleza, Maraponga vê sua região em efervescência econômica. O símbolo do atual momento é a avenida Godofredo Maciel. A via começa em frente ao terminal da Parangaba e, em 6 quilômetros de extensão, vai até o balão próximo do Mondubim - outro corredor econômico de Fortaleza. A Godofredo Maciel é a principal via de entrada para quem vem dos municípios de Maracanaú, Maranguape e outras cidades do interior, como Baturité. Assim como o Mondubim, Maraponga integra uma área chamada de 'coroa imobiliária', espaço em intensa valorização para novos empreendimentos comerciais e residenciais, que priorizam o segmento econômico. Com alta valorização comercial, há uma tração maior de grandes varejistas de comércio e de serviços. Durante décadas, o bairro Mondubim recebeu moradores de outros municípios, como da região de Maciço de Baturité, que procuravam se estabelecer na capital cearense. Hoje, também é conhecida como um pulsante corredor econômico da regional 10 de Fortaleza. Uma das obras que mais modificou foi a construção do Metrô de Fortaleza. O desenho urbano do Mondubim foi modificado radicalmente. O bairro viu também em seu entorno crescer os conjuntos habitacionais, como o José Walter. Mondubim já foi distrito de Fortaleza. Hoje, é o 4º bairro mais populoso de Fortaleza. Trailers e outros empreendimentos gastronômicos funcionam no local quase diariamente Fabiane de Paula O Mondubim é um bairro de Fortaleza cujo nome foi citado ainda quando os holandeses estavam no Ceará, no mapa da expedição de Matias Beck a Maranguape. A palavra "mondubim" vem da variação da palavra "mudubim", em referência a amendoim, significando “estar em montão”. O nome do bairro, portanto, remete a “amendoim de montão” ou “muito amendoim”. O bairro traz uma história significativa para a consolidação da cidade de Fortaleza. Em 1875, foi construída a estação de trem da estrada de ferro de Baturité, o que estimulou a economia da localidade. Para o presidente da CDL Fortaleza, Maurício Filizola, Maraponga e Momdubim possuem um hub de negócios. Na análise do empresário para a Maraponga, é fundamental que o poder público tenha um olhar estratégico para essa região, entendendo que investir em infraestrutura, mobilidade, segurança e incentivos ao empreendedorismo é acelerar o desenvolvimento de toda a cidade. Na visão da CDL de Fortaleza, áreas como a Regional 10 possuem todos os elementos para se transformar em verdadeiros hubs de negócios e descentralizar oportunidades. "Com incentivos adequados, apoio a eventos, crédito orientado e um ambiente favorável ao empreendedorismo, poderemos potencializar ainda mais essa vocação econômica", afirma o presidente da CDL Fortaleza, Maurício Filizola. Para Filizola, é importante para Fortaleza chegar aos 300 anos e para além do centro da capital, enxergar outros polos comerciais, como o da regional 10. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

FONTE: https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2026/04/10/nova-aldeota-e-pratica-de-esportes-ditam-ritmo-de-regional-em-fortaleza.ghtml


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